Resenha: Mulher Maravilha

June 15, 2017

 

Olá pessoas!

 

Como estão vocês? Aqui está tudo maravilhoso!

 

Hoje é dia de mais uma pequena resenha aqui no blog. Como essa é apenas a terceira resenha que faço, num período bem espaçado de tempo, acredito que tenha muitas coisas a serem adaptadas ainda. Porém somos guerreiros e estamos sempre prontos para a batalha, não é mesmo? Então vamos lá!

 

 

Título: Mulher Maravilha

Título original: Wonder Woman

País: EUA

Duração: 2h e 21min

Direção: Patty Jenkins

Ano: 2017

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

 

Tudo parece estar muito bem na paradisíaca ilha onde residem todas as poderosas Amazonas. Lá, nossa protagonista Diana (Gal Gadot) está crescendo e se tornando uma guerreira muito poderosa, porém ela ainda não tem conhecimento de seus verdadeiros poderes e origem.

 

Quando o espião Steve Trevor (Chris Pine) cai na ilha com seu avião e quase morre se não fosse os socorros de Diana, ela fica sabendo da existência da Grande Guerra, hoje conhecida como a Primeira Guerra Mundial. Com seu implacável senso de justiça e baseada na sua criação, a Amazona parte de sua casa em direção ao campo de batalha para acabar com a guerra. Porém ela está apenas começando a descobrir sua verdadeira missão na Terra.

 

OPINIÃO

 

Desta vez poupei esforços e não li nada a respeito da trama antes de encarar a sala de cinema. Me contentei com a pouquíssima informação que os trailers entregaram. E quando digo que é pouquíssima, não é nada além da verdade. Os trailers estão de encher os olhos com cenas que deixam aquele gosto de quero mais e os ouvidos com a música tema composta por Rupert Gregson-Williams (que som MARAVILHOSO) porém não entregam muito material para que os fãs possam ter uma base do que está por vir. O único jeito então é pegar uma pipoca, se acomodar na poltrona e se deleitar com o filme.

 

Por esse ser o primeiro filme solo da super heroína houveram especulações sobre o contexto feminista que poderia ser aplicado à trama. Porém não acredito que isso fosse um empecilho que iria barrar a ida ao cinema. O que é apresentado nas telonas não são argumentos de como as mulheres são mais ou menos que os homens, é apresentada a história da nossa amada Diana da forma que deve ser. E quanto ao feminismo, há muitos lugares para esse assunto aparecer e ser discutido, o filme da Mulher Maravilha não é esse lugar.

 

Não poderia faltar aquela foto básica com o display no cinema.

 

O filme começa com cenas da filha de Zeus ainda criança, vendo o treinamento das Amazonas e deixa claro seu desejo pelas batalhas e, em contrapartida, o zelo de sua mãe. Conforme Diana cresce suas habilidades vão se desenvolvendo ao ponto que Hipólita, sua mãe, não tem mais poder sobre esse ponto.

 

Aqui devo destacar um importante ponto. Quando Hipólita está contanto para Diana sua história em batalhas, Deuses e a criação da raça humana, são apresentadas uma serie de imagens afim de ilustrar tudo que está sendo dito. Essas cenas são extremamente bem produzidas, com ângulos fantásticos, movimentações lentas e uma gama de cores remetendo ao antigo, de encher os olhos. Realmente uma obra de arte dentro de outra maior, que é esse filme. 

 

Mas voltando ao filme, as cenas são claras, em contraponto do que a DC vem apresentando nesse universo expandido nas telonas. Porém para tudo há uma explicação, Themyscira, o lar das Amazonas, é tida como um lugar não mapeado e perfeito. As cenas com uma luz mais forte e gamas da cor mais saturadas mostra a inexistência de grandes problemas no local. Partindo para o campo de batalha, fora da Ilha Paraíso, as cores ficam mais sóbrias e azulada que o clima é pesado e gélido.

 

Repetindo, para tudo há uma explicação, como a aparição e desenvolvimento do personagem de Chris Pine. Ele ganha destaque na trama por ser um personagem necessário, tendo em vista que Diana teria muito mais trabalho para chegar onde quer por ser mulher. Não negaremos que na época onde o filme está inserido, as mulheres num geral não tinham voz, direito a voto, tão pouco acesso a informações. Aí que Steve entra e destrói, ou facilita, todas essas barreiras para Diana

 

Além disso, Diana é de um lugar completamente fora da realidade do mundo dos homens, o que gera várias piadinhas e cometários em alívio cômico ao longo das cenas. As tiradas que não incomodaram muitos, para mim seria bem melhor que não houvessem tantas, mas friso que isso é uma opinião pessoal e que não faz o filme cair no meu conceito. Gosto muito de filmes com um clima mais sério e denso, mas novamente, isso é só uma questão particular.

 

Já um fato que me marcou desde os trailers, foi a ausência de detalhes sobre a trama. Pouco da história em si foi revelada, assim como os vilões. Fãs e simpatizantes foram ao cinema completamente às cegas e isso me fascinou demais. Chegando o momento dos "caras maus" serem revelados, para mim foi uma grande surpresa pois não achava que veria uma batalha de deuses nesse filme. Efeitos ótimos de encher os olhos a cada bala desviada e raio lançado. Obviamente que se tratando de CGI sempre vão haver cenas com um certo exagero, como a que Diana se libera da armadinha de Ares, a qual poderia ser melhor desenvolvida. 

 

Falando nisso, é necessário comentar aqui sobre as diversas cenas em câmera lenta. Realmente são muitas cenas que fazem uso desse artifício, porém foram muito bem empregadas para valorizar as cenas de luta e enfatizar ainda mais o poder da filha de Zeus. Ao contrário do que muitos acham, essas cenas não tem a intenção de valorizar o corpo de Gal Gadot, mas sim sua força de forma não sexy. Se ela é bonita, já outra história haha.

 

O universo do super-heróis estava clamando demais por super heroínas que não fossem versão de um super herói homem, como a supergirl ou até mesmo a batgirl. O filme da mulher maravilha veio em ótima hora, não só para ditar um novo ritmo em questão de super mulheres no cinema, mas também para enfatizar a importância de tratar um super herói, sendo qual for o gênero, com a mesma sensibilidade.  Assim vejo que a direção do filme acertou muito no tom ao destacar os poderes de Diana e sua real motivação, o quais vamos todos conhecendo aos poucos.

 

Para finalizar, deixo dito que gostei muito do filme e com certeza verei mais algumas vezes haha. Nunca conseguimos pegar todos os detalhes de uma só vez, não é mesmo?! Por isso até o momento dessa resenha já o vi duas vezes, uma legendada e outra dublada. O que me leva a afirmar que as vozes, efeitos, músicas e som em geral são infinitamente melhores na versão original.

 

E já vou avisando para quem ainda não viu o filme e pretende fazer isso nos próximos dias, não há cenas pós créditos, hehe

 

Deixe seu comentário sobre esse filme ou suas expectativas para ele. 

Vejo vocês na próxima resenha

 

Jennifer Poletto

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