Death Note - Netflix

August 30, 2017

Olá pessoas!

 

Como estão todos vocês? Por aqui as coisas estão fervendo com o lançamento do live action de Death Note pela Netflix. Como uma fã de carteirinha do anime, não podia deixar de vir aqui e dar um pitaco sobre a obra. 

 

Tive uma fase muito anime na minha vida e dentre tantos que acompanhei, Death Note foi disparado o melhor deles. A complexidade da trama; motivação e inteligência dos personagens; e características fortes de personalidade foram atributos que me levaram a adotar o anime como um dos meus preferidos. Com o anúncio do lançamento do filme pela Netflix surgiu em mim um mix de animação e medo já que trama se passaria em Seattle ao invés do Japão (só para começar).

 

Não quis especular nada antes do lançamento e me deixar surpreender com o que viria. Contudo muitas opiniões começaram a surgir na minha timeline do facebook e não podia esperar mais para assistir. Domingo (27/08) foi esse dia. Com o filme assistido e opinião formada, posso dizer que concordo com muitas coisas que li a respeito. Mas chaga de papo e vamos a resenha!

 

 

Título: Death Note

Título Original: Death Note

País: EUA

Duração: 1h 41min

Direção: Adam Wingard

Ano: 2017

Elenco: Nat Wolff, Margaret Qualley, Keith Stanfield, Willem Dafoe

 

O filme começa com imagens em câmera lenta mostrando os personagens e o ambiente escolar, juntamente está tocando uma das músicas que é tema do longa, o que já não me agradou muito por não trazer consigo a força da trama, porém temos que avaliar essa como o que é, uma versão americanizada. 

 

De primeira vista podemos ver Light e Missa (que teve o nome trocado para Mia), já nesta cena é muito perceptível a mudança de personalidade de Mia, que apresenta uma atitude muito mais rígida. Conforme a trama segue, essa questão é confirmada e vemos Mia como manipuladora e influenciadora, diferente do anime onde ela apresentava uma adoração incontrolável por Kira e uma ingenuidade inesitante no live action. Posso até afirmar que Mia tem muito mais da personalidade de Light do que o próprio personagem.

 

Light não transparece o que é tão característico no anime. Ele se destaca por ser extremamente correto e com uma inteligência acima da média, essa personalidade não é mostrada no decorrer da trama. O que nos é entregue é Nat Wolff tentando interpretar Light Yagami, mas sem a mínima sensibilidade e com uma atuação bem pouco convincente.

 

É perceptível também que a interação mental entre Light e L é completamente ignorada. O jogo de gato e rato entre os personagens principais do anime é o que dá a emoção para a historia, este é feito e elaborado pensando em cada mínimo detalhe, o que transmite tamanha inteligência dos envolvidos. Já no filme, a perseguição mal é desenvolvida e L perde completamente a credibilidade quando inacreditavelmente perde o controle e sai atrás de Kira dirigindo um carro da polícia. Sim, isso acontece.

 

Além de perseguições minuciosas o anime também levanta a questão de justiça de Kira e se tudo que ele está fazendo é realmente correto. O espectador se pergunta ao longo da trama se não estaria fazendo a mesma coisa no lugar de Light ao mesmo tempo que vê o poder lhe subindo a cabeça.

 

 

Porém nem tudo está perdido, a aparência de Ryuk está ótima, apesar dele apenas aparecer em planos escuros, é bem convincente. Assim como o próprio death note, diferente do mangá, aqui ele aparece com páginas amareladas e aparência bem detonada, nota 10 para isso.

 

Contudo, Ryuk dá a entender que escolheu Ligh para essa tarefa, que deixou o caderno propositalmente para ele, além de incentivar as mortes ao contrário do Shinigami que conhecemos. Vamos dizer que o real Ryuk é apenas um deus da morte entediado e quer assistir o que acontece quando o poder é dado aos seres humanos, imensamente distinto do personagem da Netflix.

 

Pelo que já deu para perceber, não gostei muito da adaptação, porém devo admitir que é uma maneira de atingir um público bem maior e divulgar mais a história mesmo sendo de um jeito distorcido. Acredito que poderia ter sido melhor caso tivessem prestado mais atenção aos detalhes intimistas, pois as mortes em si não são o foco do anime. Além disso, o diretor, Adam Wingard, divulgou uma nota onde afirma que há ideias para trabalhar em uma continuação (para o desespero dos fãs).

 

Querem uma comprovação do que estou falando? Desafio quem não conhece a história original a ver somente o primeiro episódio do anime. Assim entenderão boa parte do que descrevi aqui. O mais interessante é que a própria Netflix disponibiliza todos os 37 episódios, então aproveitem! 

 

E vocês, conhecem o anime ou o mangá? Estão curiosos sobre o filme da Netflix? Deixe sua opinião aqui nos comentários e aquele like na página da Náufragos no facebook!

 

Até a próxima

Jennifer Poletto

 

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