It: a coisa

September 15, 2017

Olá pessoas!

 

Como estão os medos de vocês? Hoje é dia me mexer com eles, os mais profundos, hoje é dia da resenha de It: a coisa.

 

Eu já tinha conhecimento da existência do livro de Stephen King e de sua adaptação para as telas de 1990. Entretanto, nunca me chamou tanto a atenção ao ponto de querer me aprofundar mais na história. Em 2017 tudo mudou com o lançamento do novo filme de Pennywise.

 

A atmosfera mais densa entregue em trailers e imagens, me chamou a atenção mais por gosto pessoal. Não tenho medo de palhaços, porém quando entendi que essa era apenas uma representação e ele era uma coisa muito mais profunda, aí sim que me pegou de jeito. Gosto de histórias com um fundo emocional e que tenha uma complexidade que leve a reflexão, não só o sangue pelo sangue.

 

O gênero de terror não é um dos meus preferidos justamente pela profundidade da história não ser explorada, tudo é sempre baseado em maldições, espíritos malignos, muito sangue e gore, tudo isso num ambiente que já propenso a levar o espectador a tensão. Em It: a coisa, isso é um pouco diferente, não digo que não usam do recuso da penumbra, mas num geral o fluxo da história se afasta dos mesmos filmes do gênero.

 

 

Título: It: a coisa

Título Original: It

País: EUA

Duração: 2h 14min

Direção: Andy Muschietti

Ano: 2017

Elenco: Bill Skarsgård , Finn Wolfhard , Javier Botet , Megan Charpentier

 

Para quem não conhece muito da trama como eu, antes desse filme, ela conta a história de sete crianças, o clube dos losers. Essas vivem em uma cidade onde coisas estranhas acontecem a cada 27 anos. Além de lidar com os problemas da vida real elas se unirão para enfrentar um medo maior que toma forma do palhaço, Pennywise.

 

O filme começa apresentando os personagens principais de um jeito bem peculiar. A cada criança que aparece, ela está envolvida em algum tipo de pânico particular ao ter que exercer certa função, dentro do ambiente escolar ou até mesmo lidando com a própria família. De fato coisas estranhas começam a acontecer para cada um deles trazendo esse medo a tona de forma explícita, mas esse medo é o que já está enraizado dentro deles. 

 

Conforme a trama vai se desenrolando e os personagens vão sendo trabalhados, a empatia com o público cresce ao ponto de nos identificarmos com as crianças e nos colocarmos no lugar delas. É impressionante a tamanha coragem que vão desenvolvendo ao longo do filme e os perigos que se sujeitam, mas ainda assim é impossível negar o desejo de que todos se salvem. 

 

Outro ponto muito interessante sobre a narrativa é que mesmo as coisas estranhas acontecendo e as pessoas desaparecendo, os eventos e os problemas secundários dos personagens não desaparecem. É interessante perceber que o filme não foca apenas no ponto principal que é A coisa, mas sim imerge o espectador em uma atmosfera real com coisas reais acontecendo. Nos leva a ver que a vida, muitas vezes, é mais assustadora do que algum evento paranormal e que se deve ser muito corajoso para enfrentar o dia a dia

 

Além de tudo isso, também há as cenas de alívio cômico. Não se assustem pensando que isso torna It um filme de comédia, porque estão se enganando feio. As piadas aqui vêm direto das crianças e carregadas com a inocência delas, são aqueles pequenos comentários que todos nós já fizemos para brincar com um amigo ou simplesmente expor ele ao ridículo porque é engraçado. As piadas são fluídas e não fazem o espectador desfocar da trama, simplesmente porque essa ingenuidade faz parte dos personagens. 

 

Nesse ponto pode até parecer que há coisas demais a serem resolvidas em um curto espaço de tempo em tela, mas a questão é que tudo está interligado. O medo relacionado a vivências diária e o palhaço conversam de uma forma tão harmônica que é praticamente impossível se perder na narrativa. É  tudo muito bem amarrado apesar de deixar algumas pontas para interpretação no que se trata dos ataques de Pennywise. Sim, eu sei que essa é apenas a primeira parte, mas ainda assim essa abertura para interpretações existe e, com certeza, está sendo explorada por quem já viu o filme. 

 

 

O visual, num geral, foi muito bem trabalhado trazendo aquele leve tom sépia ao filme, o que nos ambienta ainda mais no ano que este se passa. O fato de não ter exageros em questão de vestuário para convencer que as cenas estão mesmo nos anos 80 é mais um ponto a favor. E já que estamos falando de visual, o que falar sobre o palhaço? Está simplesmente sensacional! A equipe conseguiu trabalhar a imagem de tal forma que não perdesse a característica de palhaço e mesmo assim tivesse aquela ponta de terror aparente. 

 

A divulgação do filme funcionou muito bem ao revelar poucas cenas onde o palhaço aparece. De acordo com os trailers, não era possível prever como as cenas iriam se desenrolar o que deixou muita gente na expectativa, mais um ponto positivo.

 

Material visual não faltou para aguçar a curiosidade, o cuidado com as cores usadas nos cartazes foi outra coisa sensacional. Normalmente, em filmes de terror, é abusado do preto e da escuridão já que esse traz consigo a atmosfera densa que todos esperamos, mas além disso, It trouxe consigo cores saturadas e quentes como o vermelho e o amarelo. É natural que essas cores estejam presentes por se tratar de um palhaço, mas aqui elas vêm de forma viva e que contrastam muito bem o fundo escuro. Além da construção do cartaz principal ser totalmente centralizada, o que faz com que a atenção não seja dispersada de forma alguma.

 

A construção de elementos visuais que antecedem o filme, com intuito de divulgação do mesmo é tão importante quanto o filme em si. Afinal, é esse material que prepara as pessoas e alimenta aquela vontade de ver mais quando o longa é lançando. Não saberíamos da existência desse filme e tantos outros se não fosse a divulgação prévia, não é mesmo?!

 

Mas e você, loser, já assistiu o filme? Me conta o que achou aqui nos comentários e não esqueça de deixar aquele like bacana na página da Náufragos no Facebook. 

 

um susto e até a próxima

Jennifer Poletto

Please reload

POSTS RELACIONADOS

Please reload

Please reload

FALE COMIGO:

TAG CLOUD