A Bruxa | Resenha

October 10, 2017

Olá pessoas!

 

Preparados para mais uma dica dos Dias de Horror? Então vamos lá!

 

>> Para quem ainda não está por dentro do que preparei para esse mês de outubro, calma que eu explico! Como este é o mês das bruxas (e eu adoro), todas as terças feiras vou trazer um dica relacionada a isso. Para ver a primeira delas é só clicar AQUI. <<

 

Para essa segunda dica, trouxe um filme que estava muito ansiosa para ver. Sinceramente não sei porque esperei tanto tempo, mas esse dia finalmente chegou e agora posso fazer uma resenha digna. 

 

Quando A Bruxa estava se preparando para ser lançada e a hype começou a aumentar, em primeira vista achei que se tratava de mais um filme de terror cheio de sustos e com uma história mastigada e pronta para ser engolida sem esforço. Trailers foram lançados, imagens e as pessoas ficando cada vez mais ansiosas. Alguns comentários relacionados à história me chamaram muito a atenção, como não haver tantas cenas de susto e meu interesse começou a aumentar.

 

Admito que minha lista de filmes para assistir é bem longa, mas nem sempre tenho eles em mente, por muitas vezes esqueço de muito legais. Acho que preciso fazer um

 

 

Título: A Bruxa 

Título Original: The Witch

País: EUA, Canadá

Duração: 1h 33min

Direção: Robert Eggers 

Ano: 2016

Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie

 

O filme se passa na década de 30 na Nova Inglaterra, onde uma família, por motivos religiosos, deixa o vilarejo onde mora e decide construir seu lar longe dali. Com a casa construída, plantação crescendo e animais saudáveis, tudo parece estar muito bem quando o bebê da família some de forma misteriosa. Muitos eventos estranhos começam a acontecer até toda a família de virar um contra os outros.

 

Como eu disse anteriormente, as cenas de susto não fazem parte dessa história. Para quem gosta de um filme com muitos jumpscares, este não é o filme para você. Maaaaas, se você é igual a mim e simpatiza muito com tramas mais intimistas e com aquele terror contido e inquietação constante, vá correndo ver A Bruxa. 

 

O filme já começa no julgamento da família principal. Com a saída do vilarejo onde viviam, são obrigados a procurar outro lugar para morar. É perceptível, já nessa altura da trama, que os pais são extremamente religiosos e passam essa doutrina para os filhos ao ponto de cegá-los em muitos julgamentos.

 

As coisas começam a ficar estranhas quando o filho mais novo da família some de forma muito misteriosa. A jogada de direção é muito bem acertada aqui, pois é notório a tensão e o perigo que ronda o lugar, mas não se sabe exatamente da onde vem. É apreensivo, deste lado da tela, não saber que forma ele tem e é daí que vem o medo, do desconhecido. Nos pegamos olhando para todos pontos da tela sem saber direito para onde olhar, apenas esperamos algo acontecer.

 

Como não sabemos da onde está vindo a bruxa, nos focamos em absolutamente tudo que pareça minimamente estranho. Diversas divulgações deste filme vêm acompanhadas da frase "o mal assume muitas formas" e ao decorrer da trama isso fica cada vez mais claro. Algumas cenas focadas em animais deixam um ponto de interrogação na nossa mente, já que ninguém desconfiaria de um pobre coelho indefeso no meio da floresta. 

 

A intriga entre os familiares vai aumentando de acordo com as situações sem explicação. Não há conversas que possam vir a solucionar algo de forma racional, já que tudo é visto como punição divina. Todos se viram contra todos, até o momento que não há mais para onde fugir.

 

Neste ponto é possível ver como a bruxa ou a força maligna (chame como preferir) parece estar escolhendo quem melhor se enquadra no padrão para aderir ao grupo. A cena final do filme, muito debochada por alguns, mostra que realmente algumas coisas estavam acontecendo bem antes do que nós pensávamos e que os pequenos detalhes dizem muito.

 

 

A fotografia da filme é linda e muito bem trabalhada para trazer um ar mais antigo, porém nem um pouco caloroso. As cores, a todo momento, são dessaturadas de modo que leva a crer que nada de bom pode vir, que a desesperança é constante. 

 

Junto a isso há também a trilha sonora que, pessoalmente, achei incrível. Como esse filme não é feito de sustos, a trilha não serve para preparar o espectador, mas sim para aumentar a tensão. Os sons não são melódicos e crescentes, como na maioria dos filmes, em A Bruxa há barulhos identificáveis, sons dissonantes e até corais de vozes bem arrepiantes. Tudo isso colocado de forma a agregar à sua inquietação. 

 

De um modo geral, A Bruxa, me agradou muito! Espero que mais filmes como este sejam lançados para agregar ainda mais a quem gosta de um bom raciocínio.

 

Mas e vocês, já assistiram A Bruxa?

Deixem aqui nos comentários o que acharam do filme

 

até a próxima

Jennifer Poletto

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