Mãe | Resenha

October 17, 2017

Olá pessoas!

 

Preparados para mais um resenha? Eu estou muito empolgada para esta. Como já viram no título deste post, hoje trago a resenha do filme Mãe.

 

Em uma das minhas passagens pelo cinema me deparei com esse cartaz, uma imagem com cores frias e a palavra, mãe. Me chamou atenção por não ter ouvido nada sobre isso ainda, parecia ser algo diferenciado que eu precisava conhecer,

 

Procurei algumas coisas sobre ele na internet e gostei do que vi. Admito que nas minhas buscas vi resenhas que decifravam a trama, falavam sobre cada detalhe. Assim fiquei mais instigada a assistir essa obra. 

 

Porém ao ver que este não estava durando em cartaz e que estava quase saindo do cinema, tive que me apressar e garantir meu lugar na sala escura. Valeu a pena.

 

Se você gosta de pensar um pouco mais para entender os filmes. Gosta daquela semente de inquietação que é plantada dentro da sala de cinema e te acompanha para todos os lados depois que a sessão acaba, te aconselho a ver este filme. Realmente, terá muito o que discutir sobre ele nos próximos tempos.

 

 

Título: mãe!

Título Original: mother!

País: EUA

Duração: 2h 02min

Direção: Darren Aronofsky

Ano: 2017

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris

 

O filme começa apresentando um casal, em meio a um lugar isolado e com muito verde ao seu redor. Enquanto ele, o poeta, passa seus dias tentando criar a sua próxima obra prima, sem muito sucesso, ela cuida da casa recém resgatada de um incêndio. A atenção é máxima a cada pequeno detalhe, para que esta se transforme em um paraíso perfeito. 

 

Tudo começa a ficar um pouco estranho quando o primeiro personagem chega à casa e Ele fica admirado com sua visita. Sem o consentimento da mãe, o convida para ficar lá. A partir daí é possível ver a incomodação dela por parte deste e de outros visitantes que vão chegar ao decorrer da trama, e não será pouca gente.

 

Conforme os fatos vão acontecendo é possível ver que tudo aquilo que nos está sendo apresentado, é mais do que apenas uma simples camada, têm MUITAS outras, e cabe a quem está vendo o filme interpretá-las do modo que mais lhe agrada.

 

É possível dizer que o longa é uma crítica ao comportamento humano diante a natureza até a criação divina do planeta Terra. Como eu disse, uma questão de interpretação. Apesar que não dá para negar que cada pequeno detalhe coincide demais a uma história que já conhecemos. Arisco a dizer que este é a melhor romantização da bíblia cristã já apresentada. Sim, da bíblia cristã.

 

Neste momento, haverá muita gente julgando por simplesmente não se identificar com a religião, mas digo uma coisa, não é preciso gostar ou praticar para que haja respeito

 

O filme segue e podemos associar todos os personagens com o paraíso, Adão e Eva, o fruto proibido, Caim e Abel, padres e sacerdotes, holocausto, a população mundial num geral, apóstolos, Jesus e até Deus. O ponto alto no terceiro ato do filme é quando a mãe não aguenta mais, pede para todos saírem e ao não obedecerem, o apocalipse acontece e tudo é destruído, mais uma vez. 

 

 

Um ponto que também deve ser destacado aqui é que mesmo os personagens não tendo nomes, eles têm personalidades fortes e não deixam dúvidas de quem são. Ao passo que o primeiro homem que chega na casa é um admirador fervoroso do trabalho do poeta, sua esposa é intrometida e desrespeitosa para com tudo que está ali. O que quero dizer é que mesmo os personagens não sendo apresentados, não há necessidade para isso.

 

Mãe traz uma mensagem extremamente forte ao que diz respeito a destruição do planeta e como nós, os seres humanos, não temos respeito por ela. Chegamos e fazemos coisas sem sua permissão, quebramos, reformamos, pintamos suas paredes, fazemos guerras e simplesmente não damos ouvido ao ser mais importante que habita aqui, a mãe terra.

 

Simbolismos neste filme é o que não faltam e um dos meus preferidos é o coração da mãe terra ter relação direta ao fruto proibido e ao paraíso. Claro que há muitos outros, mas este é apresentado no fim da trama e de uma maneira muito tocante.

 

Os enquadramentos muito fechados nela trazem uma proximidade com a personagem que é quase surreal. Ao nível, sim, que sentimos o que ela está sentindo em cada pequeno momento. Admito que me encolhi na cadeira em diversos momentos, manifestando internamente um mix de sentimentos muito intensos. 

 

Conforme o filme vai se desenrolando e os climas vão ficando cada vez mais pesados é possível ver a mudança de cores. Do claro e aconchegante para o escuro e frio. No começo podemos sentir o calor que está na casa e em volta dela, é um lugar extremamente acolhedor, bem diferente do que ele se torna. E sim, estamos no meio desta confusão sem ter para onde fugir.

 

 

Ainda com a interpretação aguçada é possível ver no cartazes do filme, a mãe, em meio a natureza, está doando sua vida ao passo que Ele está em meio ao caos, rodeado de almas e fogo, mas ao mesmo tempo sendo cuidadoso. O trabalho com simbolismos e cores nesta imagem nos aguça ainda mais a curiosidade e a necessidade de entender a obra de Aronofsky. Este que já tem fama de fazer filmes com uma certa profundidade (adoooro).

 

Ainda o que chamou a atenção foi o cuidado com cada detalhe na edição ao apresentar as fotos dos atores na página do facebook. A arte, de forma linda, traduz e reforça o papel de cada um no filme. É curioso ver que o diretor, darren aronofsky, é sim, apenas um mortal.

 

Mãe é um filme forte e que nos faz refletir sobre as atitudes que tomamos em nossas vidas em relação ao que nos rodeia. Nos faz pensar sobre um possível fim de tudo e um recomeço, aquilo que não pode ser evitado e que já está acontecendo. A natureza grita e precisamos ouvi-la.

 

Mas e vocês, assistiram mãe? O que acharam?

 

deixe sua opinião aqui nos comentários!

 

até a próxima

Jennifer Poletto

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