Star Wars | ARTES

December 12, 2017

Olá pessoas loucas por Star Wars! 

 

Mais um filme da série está vindo por aí e aposto que vocês estão tão ansiosos quanto eu para ir até o cinema e se deleitar com mais aventuras integralísticas. 

 

Obviamente que meu ingresso já está garantido, mas antes de falar sobre o tão esperado episódio VIII, vamos voltar um pouco no tempo e falar sobre as obras de arte que são os primeiros cartazes. Pois quando digo obras de artes, não estou exagerando, afinal estes trabalhos merecem todo o nosso reconhecimento. 

 

Drew Struzan é o ilustrador americano responsável pelo desenvolvimentos dos clássicos cartazes de Star Wars. Além disso ele desenvolveu cartazes para Indiana Jones e Hellboy. Ele faz uso da técnica manual de ilustração o que deixa tudo muito mais orgânico e dá aquele toque especial no trabalho final. Dá uma olhada no vídeo ao lado!

 

Contudo as artes não fazem por si só a divulgação de um filme, aí entra o trabalho de um designer para alinhar todas as informações, da melhor forma, fazendo com que estas conversem com a obra em si.

 

Repare como as ilustrações exaltam os personagens, deixando o que está por vir ainda mais grandioso. Pontos luminosos nas imagens trazem o ar de poder, grandiosidade e até mesmo a questão de uma história em uma galaxia muito distante.

 

Struzan trabalha muito bem com a barra preta que envolve os extremos dos cartazes. Com pequenas fugas da ilustração principal é nítida a impressão de saltar do bidimensional para o tridimensional. Lembrando que conseguir um efeito real trabalhando com fotos é imensamente mais fácil, porém é admirável quem consegue desenvolver tal técnica com esboços e camadas de tintas.

 

Mesmo com cartazes muito bem feitos hoje em dia, é uma pena que certas tendências tenham se perdido com o passar de tempo. Não só a questão da ilustração, mas o romantismo ligado ao filme com cartazes criativos. Por muitas vezes é nítido o quanto o cartaz quer entregar grandeza e não se preocupa em ser inovador, somente mais do mesmo. 

 

Como esse post é dedicado às artes de Star Wars, vamos dar um salto no tempo e fazer alguns comentários sobre a divulgação que envolveu o Episódio VII: O despertar da Força.

 

 

Em um primeiro momento podemos observar que o cartaz principal do filme segue a mesma formula dos anteriores, o que achei sensacional. Há a presença da barra negra envolvendo toda a arte, e as escapadas para deixar tudo mais tridimensional. Apesar que poderia ter explorado mais isso com o sabre de luz que Finn segura, por exemplo. 

 

Temos uma divisão de cores complementares bem marcada em tons frios e quentes. Não é possível dizer que estes tons ajudam a separar o lados da força, porque na verdade está tudo bem misturado. 

 

Outro ponto que me chamou muito a atenção foi a textura que usaram no cartaz como um todo. Ela imita a folha onde as antigas artes eram feitas, remetendo aos desenhos feitos à mão. É claro que este se trata de uma montagem de fotos e tratamento digital, porém a intenção de remeter e preservar a memória foi válida e, tenho certeza, que agradável a todos os fãs dessa aventura.

 

Hoje em dia, sempre que um filme é lançado é comum vermos um hype ser criado em torno deste. Afinal, quanto mais o longa é esperado mais ele venderá e gerará lucro em bilheterias do mundo inteiro. Mesmo que o filme, no fim das contas, não seja bom os estúdios investem muito em propaganda para vende-lo antes do lançamento. É sim, uma estratégia de marketing ligada a produtos que terão um tempo limitado a disposição do público, assim, deve ter um retorno rápido, em questão de dias ou poucas semanas.

 

É por isso que é muito comum vermos cartazes alternativos que rondam as páginas oficiais. Não é recorrente que estes sejam impressos e distribuídos para os cinemas, mas em casos específicos não há contra indicações. Um filme com o tamanho de Star Wars poderia muito bem ter mais de um cartaz oficial em circulação.

 

Vemos o exemplo claro disso com essas três opções de cartazes, bem mais simples e que foram divulgados na página oficial do Star Wars no Facebook. Essas artes não foram impressas porém, ainda assim, remetem ao filme e tem o apelo de colecionadores que gostam de tudo relacionado a trama. 

 

 

Aqui já vemos artes com o cunho diferenciado. É uma questão totalmente fora dos padrões e são tidas como posters "não oficiais". Porém isso não quer dizer que sejam menos que os outros, para mim são uma das artes mais bonitas.

 

Continuando com os filme em ordem de lançamento temos Star Wars: Rogue One (que já tem resenha aqui no blog). 

 

Apesar de ter a grandiosidade dos cartazes anteriores, de exaltar o personagem principal, é possível ver que a composição menos espacial. Mesmo se tratando de star wars, não podemos negar que esse filme se trata de uma missão bem mais terrena e sem personagens com o nível de Darth Vader, por exemplo.

 

É perceptível também que o nome Star Wars não é o destaque no poster. A missão de Rogue One traz outra carga consigo e isso é refletido nos mínimos detalhes. Consigo ver neste cartaz a transição para as próximas artes, cada vez mais "modernas".

 

 

 

 

 

 

Como o conteúdo anterior, Rogue One, também traz artes sobressalentes para divulgação do longa. Porem aqui são destacados os personagens principais que farão parte da missão. Para contextualizar ainda mais à história podemos ver que é projetado em cima de cada rosto o holograma do projeto da estrela da morte. 

 

 

Assim como o cartaz principal, as artes secundárias também tem uma forte ligação com a cor azul, o que, além de remeter as águas do local onde se passa a trama, também faz referência a tecnologia ligada aos projetos roubado.

 

Infelizmente Rogue One não foi um filme que agradou a todos, porém, para quem já leu a resenha que fiz, sabe que eu o adorei verdadeiramente. É uma trama mais intimista e, ao contrário do que disseram, eu senti sim uma empatia pelos personagens apesar de saber que todos eles morreriam no fim. Acredito que esse motivo amentou ainda mais a ligação.

 

 

Mas vamos partir para a atualidade! Meu ingresso já está garantido a mais de mês e estou muito ansiosa para assistir Star Wars: Os Últimos Jedi, essa semana. Quem aí está comigo nessa loucura desesperadora? haha

 

Bom, o cartaz segue mais ou menos o que foi Rogue One, sim vejo algumas semelhanças de composição, a ausências da barra preta, por exemplo.

 

O "acumulado" de personagens já é algo esperado em cartazes da saga porém, comparando o atual com o Despertar da Força, sinto que a saga seria mais interna.

 

Sabendo que Ray terá uma jornada para descobrir seu lugar no mundo tendo Luke como guia e vendo cartazes com Skywalker em ambos os lados, me leva a refletir sobre alguns aspectos da força cinzenta. Não há somente luz ou trevas dentro de cada um, a unidade que o cartaz traz em composição e cor remete a isso. 

 

O vermelho, essa cor maravilhosa, representando guerra, sangue, morte, paixão, vida e diversos aspectos de peso, nos transmite a reflexão de que temos muito o que descobrir internamente para poder escolher um caminho. 

 

Nessa onda de cartazes alternativos, os designers de Star Wars nos presenteiam com essa bela obra de arte. 

 

Seguindo o que citei anteriormente, o que leva uma pessoa acreditar ter apenas um dos lados, será mesmo que essa barreira entre o bem o mal será quebrada neste filme? Ray, como centro deste cartaz, reforça as teorias de que ela descobrirá coisas na força cinzenta e nos trará novas reflexões.

 

Reparemos também na luz que sai da mão de Ray, dividindo a composição ao meio. Sua cor é transformado do azul para o vermelho, isso quer dizer que os caminhos mudam com o tempo? Fica aí mais uma pergunta para refletir.

 

O cartaz, com uma composição simples, nos mostra que o pouco diz muito. E, observando bem, podemos ver a referência com a borda, desta vez branca, circundando a imagem. Certamente este ficaria lindo como um quadro na parede da sua sala!

 

Além desta obra, é notável a dedicação que tiveram com as divulgações de cada personagem. Claro que um projeto bem feito chama mais a atenção, porém este é sensacional. A contextualização nas cores vermelha e branca continuam com maestria, seguindo uma fragmentação ao longo do corpo de cada um.

 

 

Star Wars está dando um show em contextualização e mensagem. Vamos torcer para que o filme seja tão bom quanto sua divulgação.

 

Essa semana será dedicada à saga, então fique ligado aqui no blog para não perder a resenha que vem por aí.

 

E vocês, o que estão esperando de Star Wars: Os Últimos Jedi?

 

até a próxima

Jennifer Poletto

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