Star Wars: Os Últimos Jedi | RESENHA

December 17, 2017

Olá Jedi!!

 

Finalmente chegou a hora de falar sobre Star Wars. Muito tempo esperando por este filme foram recompensado com maestria. Cenas lindas, emoções afloradas e aquela vontade de assistir novamente logo depois de sair da sessão.

 

Fui na pré estréia, aqui mesmo em Caxias do Sul, e filmei algumas coisas bem legais para mostrar para vocês. Deem uma olhada no vídeo e se inscrevam no canal! Mas vamos para essa tão esperada resenha COM SPOILERS.

 

 

Título: Star Wars: Os último Jedi

Título original: Star Wars: The Last Jedi

País: EUA

Duração:  2h 33m

Direção: Rian Johnson

Ano: 2017

Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac

 

O episódio VIII tem início exatamente do ponto onde "O Despertar da Foça" parou. Finn está inconsciente e se recuperando da batalha, a primeira ordem persegue os rebeldes e Rey está na ilha esperando ser treinada por Luke Skywalker.

 

Como neste filme há muitos acontecimentos paralelos, vou ir por partes e começar falando sobre a batalha que abre "os trabalho". Depois de explodir uma das grandes naves da primeira ordem, os rebeldes fogem usando o artifício da hiper velocidade. Porém, mesmo assim, eles são rastreados e perseguidos pelo inimigo. Por uma falta de combustível a batalha se estende, lentamente, por boa parte do filme até que um plano melhor surja para, finalmente, salvar os rebeldes. 

 

É interessante apontar que este filme mexe muito com as emoções logo de início. Para que as bombas se soltem da nave e atinjam a primeira ordem é necessário que uma das tripulantes doe sua própria vida. É claro que sempre há perdas em ambos os lados, mas neste caso mostra como este fato impacta quem ficou vivo, quem está lá esperando que ela volte em segurança. 

 

Enquanto isso, Rey está na ilha e espera que Luke a ajude encontrar seu lugar no meio de tudo isso. Porém, Skywalker, se negando a usar a força e vivendo afastado de tudo e todos, não quer ajuda-la por medo de errar mais uma vez. Sim, mais uma vez.

 

Ao longo da trama nos é revelado que Kylo é o detentor dos ensinamentos de Luke, porém com uma grande tendência ao lado negro. Percebendo isso, Luke pensa em cortar o mal pela raiz, sem sucesso. Depois de muita insistência, Rey consegue fazer com que Luke lhe passe algumas lições. Logo de inicio ele sente, novamente, medo do que pode estar por vir junto a grande força que Rey carrega consigo. 

 

A trama segue e Rey tenta descobrir quem são seus pais e da onde ela veio. Porém dentro da caverna nada se revela além do seu próprio reflexo. O que me leva a acreditar que, no fim das contas, não importa tanto assim da onde você veio e sim quais são suas reais intenções, como você vai trilhar seu caminho. A tão famosa jornada do herói se faz olhando para frente! 

 

Isso se faz ainda mais claro em duas cenas, a primeira delas na batalha de Rey e Kylo onde ele afirma que ela não é ninguém, seus pais são catadores e a trocaram por um pouco de bebida em Jakku. Admito que gosto dela não ter um ligação próxima aos personagens clássicos, isso intensifica o poder de acreditar que alguém especial pode vir de qualquer lugar.

 

A segunda cena é quando Yoda aparece, em sua linda forma de animatronic, para passar mais uma lição a Luke. Ao destruir os livros com os segredos jedi, ele mostra o quanto os ensinamentos são ricos e fortes quando aprendidos na prática, o quanto é importante vivenciar e estar preparado para o que está por vir, se desprendendo do passado. Nas palavras de metre Yoda "O melhor professor, o fracasso é".

 

 

Mas, voltando a falar da Rey, depois de ter uma ligação bem peculiar com Kylo através da força, nos leva a acreditar que alguém mudará de lado. Snoke aparece e, determinado como sempre, quer que o lado negro prevaleça com mais um paço, a morte de Rey por Kylo. Felizmente isso não acontece, a ambição de Kylo fala mais alto e Snoke é morto por ele. Rey e kylo batalham, em uma das melhores cenas do filme, contra a guarda vermelha de Snoke e, obviamente, que cada uma vai para seu lado.

 

Mesmo tendo essa já esperada divisão entre luz e trevas é possível ver que há sim um conflito, a junção, o meio do caminho que é o lado cinza. Se vê isso, muito claramente com Kylo, e todos seus intermináveis pedaços. Ele não me parecer ter 100% de certeza do que quer e da onde quer chegar, porém, com a morte de Snoke e com Kylo tomando seu lugar, é possível teorizar que ele será o próximo líder negro e sem cambaleadas para a luz. 

 

O filme segue com várias subtramas acontecendo ao mesmo tempo. Planeta Cassino, mão de obra infantil, mercenários negociando armas para ambos os lados, planos que não deram certo, dentre diversas outras coisas. Contudo, ao se aproximar do fim, tem-se a linda batalha que é apresentada nos trailers no planeta sal. As cores em vermelho e branco compõe a paisagem de forma linda e sem igual. 

 

Infelizmente os rebeldes ainda estão encurralados, mas no fim dará tudo certo com a ajuda da força, Rey e Luke. Este que partiu de forma linda e que, ao meu ver se tornou pura força cumprindo seu papel em vida. Acredito que ele estará sim nas próximas tramas porém de uma forma diferente e muito mais parecida com mestre Yoda.

 

A fotografia do filme, nem preciso falar que está impecável. Em diversos momentos é possível vem um quadro perfeito para uma imagem única onde se guardaria com todo o cuidado em um álbum de fotos. O diretor consegue extrair a máxima emoção tanto em cenas de batalha, quanto em casos mais intimistas, luzes fortíssimas e silhuetas, acredito que se ele continuar na direção dos próximos filmes a saga ganhará.

 

Ouvi reclamações sobre o tempo de filme, duas horas e meia. Para um filme do tamanho de Star Wars e com tanta história a ser contada acredito que poderia ter até mais. Ficaria sentada na poltrona com a maior felicidade do mundo! 

 

Pensando em Star Wars como mais um filme, é possível sim que algumas cenas fossem cortadas, mas a graça, além de batalhas e explosões, está nas cenas detalhadas e intimistas que levam a saga para outro nível. Há personagens que não fazem tanta diferença, assim como há em todos os filmes e na vida real. Há pessoas que se vão e elas ainda teriam muito o que fazer aqui. Star Wars é uma extensão da nossa vida e deve ser tratada dessa forma. 

 

 

Aproveita e dá uma olhadinha no que rolou na pré estreia!!

 

até a próxima

Jennifer Poletto

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